Alfred Dreyfus foi um capitão do exército francês de origem judaica. Injustamente acusado e condenado por traição. No dia seguinte à execução da sentença de degradação de Dreyfus, escrevia Ruy Barbosa de seu exílio em Londres: “Narram as testemunhas atentas do suplício que o executado não empalideceu nunca. Os passos não lhe vacilaram. Não lhe tremeu a voz. A cabeça esteve-lhe sempre ereta. Ao ver, de manhã, sua farda preparada para a cerimônia, 'Capitão', disse ele ao oficial presente, estais sendo instrumento da maior injustiça deste século.'”
Ontem, o colega Livio Victorius recebeu do Coordenador Regional de Mossoró a notícia de que o PGJ ordenou que o retirassem da Central de Perícias. Da mesma forma que Dreyfus, sinto que o colega foi traído e injustiçado. Mas, a exemplo do Capitão Dreyfus, Livio manteve sua cabeça erguida, não vacilou em seus passos, nem ficou com a voz trêmula.
Talvez esse acontecimento tenha sido a cabeça que faltava rolar para que o movimento pela criação do nosso sindicato saia do plano das idéias. Livio pôs seu pescoço a mostra. Mesmo com sua gratificação a perder não teve receio de defender seus ideais.
Não sei se a decisão do PGJ está relacionada ao que o colega escreveu no Blog do Sindsemprn ou até mesmo na página do PGJ. O que sei é que falta a muitos o que no colega há de sobra: respeito pelo movimento de criação do sindicado e vontade de defender seus direitos.
José Júnior - Assessor de Comunicação do SindSempRN
6 comentários:
Livio Victorius disse...
Agradeço profundamente a solidariedade do colega. Infelizmente, pra algumas coisas irem pra frente algumas cabeças precisam rolar. Não vamos deixar que as coisas piorem. Vamos nos unir e criar logo esse sindicato.
Quinta-feira, Novembro 20, 2008 10:19:00 AM
Renatta - Caicó disse...
Também me solidarizo com a sua perda, que não é apenas financeira, mas também a perda do reconhecimento do trabalho desenvolvido. Isto é o que me entristece no MPRN.
Quinta-feira, Novembro 20, 2008 11:02:00 AM
ALan Frota disse...
Muito corajoso o colega Lívio. No lugar dele não sei se eu teria essa coragem. Mas a vida continua ne?? e a água ta começando a ferver!!
Quinta-feira, Novembro 20, 2008 1:34:00 PM
Cristina-S.Antônio disse...
COLEGAS, Não há dúvidas de que tal "conversão administrativa" teve a sua gênese nos artigos "Levanta a mão quem não ri quando o PGJ fala", bem como, na "Resposta ao PGJ"... E o pior de tudo é que eu soube que muitos servidores da Capital que se diziam adeptos e encorajados a participar do movimento sindical e dar o sague por ele, ontem mesmo já andavam cabisbaixos pelos corredores, temendo as possíveis represálias que poderiam sofrer em relação ao corte de suas gratificações, pois, eles sabem muito bem que, uma coisa é protestar contra a "ASSOCIAÇÃO", outra, é contra a "ADMINISTRAÇÃO".Daí, faço-vos a seguinte indagação: É MELHOR RECEBER GRATIFICAÇÃO OU UM SALÁRIO DIGNO COM A FUNÇÃO QUE VOCÊ DESEMPENHA?Outra: O QUE VOCÊ FAZ PARA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO?Fico muito triste em saber que cabeças rolaram para que determinadas colegas da Capital recebam os louros na maior tranquilidade.Isso é muito triste. O nosso colega não mais receberá gratificação, sobrando mais uma, para os vampiros e vampiras da capital.
Sexta-feira, Novembro 21, 2008 10:45:00 AM
Cara Cristina, seu comentário sintetiza uma realidade: não temos, como servidores, representatividade na Associação, nem temos como comissão pró-formação força legal para nos posicionarmos desta forma. por isso, mudamos a prioridade deste blog.
Armando Lúcio Ribeiro disse...
O que é isso, minha gente?O poder discricionário foi usado com toda sua veemência pelo PGJ. Quem não é a favor é contra, essa é a lição que se pode extrair do posicionamento do chefe do MPRN. Aliás, o Bel. Lívio Victorius é o mais antigo servidor concursado das Promotorias de Mossoró, e desde o início ocupou o cargo de secretário regional, passando por vários Promotores Regionais, o que demonstra sua competência. Em um primeiro momento quero registrar minha indignação pelo fato dele ter saído do cargo, sem nenhuma motivação, dando lugar a um servidor não concursado. Depois, pelo fato de ter reivindicado um justo direito, para que vigorasse o princípio da igualdade, é punido pecuniariamente. O argumento do PGJ de que, quem não concorda, que pule fora, é lamentável e incompatível até, com quem ostenta a chefia de uma instituição como o MP.É por essas e outras que apoio a criação do Sindicato, para que possa defender os interesses da classe que são claramente vilipendiados e, uma associação que existe, nada faz. À propósito, me farece uma asssociação chapa branca, igual a AMPERN que defende interesses contrários aos dos associados, logicamente para dar uma mãozinha ao dono do poder...Armando Lúcio Ribeiro - 5º Promotor de Justiça de Mossoró
Sexta-feira, Novembro 21, 2008 12:29:00 PM
felipepaz disse...
é lamentável, mas é por aí, não deixem se abalar por isso, mantenham o projeto do sindicato vivo, pois por mais que apareça um ou outro criticando os membros do pró-sindicato, esse movimento jamais iria acontecer partindo daqui de Natal, e os motivos o Lívio pode dizer.
Segunda-feira, Novembro 24, 2008 4:52:00 PM
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
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6 comentários:
Agradeço profundamente a solidariedade do colega. Infelizmente, pra algumas coisas irem pra frente algumas cabeças precisam rolar. Não vamos deixar que as coisas piorem. Vamos nos unir e criar logo esse sindicato.
Também me solidarizo com a sua perda, que não é apenas financeira, mas também a perda do reconhecimento do trabalho desenvolvido. Isto é o que me entristece no MPRN.
Muito corajoso o colega Lívio. No lugar dele não sei se eu teria essa coragem. Mas a vida continua ne?? e a água ta começando a ferver!!
cOLEGAS, Não há dúvidas de que tal "conversão administrativa" teve a sua gênese nos artigos "Levanta a mão quem não ri quando o PGJ fala", bem como, na "Resposta ao PGJ"... E o pior de tudo é que eu soube que muitos servidores da Capital que se diziam adeptos e encorajados a participar do movimento sindical e dar o sague por ele, ontem mesmo já andavam cabisbaixos pelos corredores, temendo as possíveis represálias que poderiam sofrer em relação ao corte de suas gratificações, pois, eles sabem muito bem que, uma coisa é protestar contra a "ASSOCIAÇÃO", outra, é contra a "ADMINISTRAÇÃO".
Daí, faço-vos a seguinte indagação: É MELHOR RECEBER GRATIFICAÇÃO OU UM SALÁRIO DIGNO COM A FUNÇÃO QUE VOCÊ DESEMPENHA?
Outra: O QUE VOCÊ FAZ PARA ALCANÇAR ESSE OBJETIVO?
Fico muito triste em saber que cabeças rolaram para que determinadas colegas da Capital recebam os louros na maior tranquilidade.
Isso é muito triste. O nosso colega não mais receberá gratificação, sobrando mais uma, para os vampiros e vampiras da capital.
O que é isso, minha gente?
O poder discricionário foi usado com toda sua veemência pelo PGJ. Quem não é a favor é contra, essa é a lição que se pode extrair do posicionamento do chefe do MPRN. Aliás, o Bel. Lívio Victorius é o mais antigo servidor concursado das Promotorias de Mossoró, e desde o início ocupou o cargo de secretário regional, passando por vários Promotores Regionais, o que demonstra sua competência. Em um primeiro momento quero registrar minha indignação pelo fato dele ter saído do cargo, sem nenhuma motivação, dando lugar a um servidor não concursado. Depois, pelo fato de ter reivindicado um justo direito, para que vigorasse o princípio da igualdade, é punido pecuniariamente. O argumento do PGJ de que, quem não concorda, que pule fora, é lamentável e incompatível até, com quem ostenta a chefia de uma instituição como o MP.
É por essas e outras que apoio a criação do Sindicato, para que possa defender os interesses da classe que são claramente vilipendiados e, uma associação que existe, nada faz. À propósito, me farece uma asssociação chapa branca, igual a AMPERN que defende interesses contrários aos dos associados, logicamente para dar uma mãozinha ao dono do poder...
Armando Lúcio Ribeiro - 5º Promotor de Justiça de Mossoró
é lamentável, mas é por aí, não deixem se abalar por isso, mantenham o projeto do sindicato vivo, pois por mais que apareça um ou outro criticando os membros do pró-sindicato, esse movimento jamais iria acontecer partindo daqui de Natal, e os motivos o Lívio pode dizer.
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