Nos dias 23 e 24 de outubro deste ano, realizou-se, no Imirá Plaza Hotel, em Natal/RN, a I Jornada de Capacitação dos Servidores do MP/RN, em comemoração, há controvérsias, ao dia do servidor.
No citado evento, eu, do assento de minha cadeira, na última fila do salão de eventos do hotel, ouvia intrigado bastantes risadas oriundas da direção de onde se encontravam as primeiras filas da sala. Achei se tratar de um grupo de pessoas que, como eu, não se agradavam nem um pouco da palestra e tinham resolvido ouvir as pegadinhas do Mução em seu notebook. Como também gosto do humorista, logo busquei aproximação e, constatei, para total decepção minha, que eram apenas algumas pessoas rindo de tudo o que o PGJ falava.
Já no intervalo, cansado do blábláblá da palestra, fui até o pátio do hotel, de onde se podia ver o lindo mar, ouvir o barulho das ondas e, pasmem vocês, mais pessoas rindo de coisas que o PGJ falava. Sem se contentarem em apenas rir, muitas aproveitaram para tirar fotografias com o chefe da instituição, que alegremente atendeu a todos. Infelizmente não tive essa oportunidade, quem sabe da próxima. Mas a verdade é que ao final do intervalo eu já estava tão confuso que não sabia mais o que se comemorava. Se o dia do servidor ou o dia do PGJ.
Hoje pela manhã, início do expediente, um colega foi até mim e contou sobre a grande festa das gratificações que haviam sido concedidas pelo PGJ. Quando ouvi o nome de alguns agraciados que trabalham na sede da PGJ/RN, em Natal, não pude deixar de imaginar que muitos que estavam a rir do PGJ nos dias 23 e 24, agora deviam estar a gargalhar, enquanto outros devem estar a chorar. Porém, há outros, que como eu, nem riem nem choram, se indignam, não pelo fato de sabermos que alguns colegas foram agraciados, pois todos fazem por merecer. Mas, indignados por, mais uma vez, vermos o Princípio da Isonomia, tantas vezes defendido pelo Ministério Público, ser ultrajado debaixo de nossas barbas. Ou não é um ultraje saber que vários servidores que suportam o fardo de duas, três e até quatro Promotorias de Justiça sobre suas costas não receberem uma única gratificação? Também não é um ultraje saber que existem servidores que possuem funções idênticas dentro da mesma instituição e recebem gratificações de valores diversos?
Ultraje ou não, isso é, no mínimo errado. E o Ministério Público não tolera erros por parte de qualquer instituição. Mas, quem, mostra-nos Deus, não deve tolerar erros do Ministério Público? Talvez o CNMP. Pois bem, amigos. Levanta a mão quem não ri de tudo que o PGJ fala. Quem levantou, saiba que este espaço foi criado pensando em você. E quem não levantou, pode ficar à vontade. Mas, por favor, não ria tão alto. Obrigado.
Livio Victorius - Agente Administrativo - Mossoró-RN
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
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2 comentários:
Caro Colega,
vc está coberto de razão, tudo que vc falou é a expressão da mais pura verdade.
Infelizmente essa é a carga genética que herdamos.
Vcs precisavam ver como as coisas aconteciam no MP no ano de 2001!
Somente parentes dos mebros é que recebiam gratificações e assumiam os cargos comissionados. Nós servidores não tínhamos direito à nada! Pra seu conhecimento nosso salário era de 263 reais - Nível médio.
O diretor de planejamento não trabalhava, o Controle interno era uma farra, Cerimonial não ia trabalhar e os setores que trabalhavam eram Pessoal e Financeiro.
Contudo não concordo com os "risos". Sei que muitos choram, mas não se cansam de lutar!!!
Vamos parar de chorar e lutar pelos nossos direitos!
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