quarta-feira, 19 de novembro de 2008

PARA QUÊ SERVE UM SINDICATO?

por Renata Borges - Ag. Administrativo - Caicó/RN

De vez em quando, surpreendo-me com um colega que faz essa pergunta. Alguns chegam a dizer que não apóiam a criação porque não vêem uma razão para existir um sindicato. Ante essa miopia gerada pela desinformação, tentaremos a título de comunicação, fazer um breve apanhado do que faz um SINDICATO embora tenhamos a consciência que o defeito visual em causa não terá cura sequer cirúrgica, pois que cada um só acredita no que quer acreditar, e quanto a isso nada podemos fazer. Toda oposição desinformada, esmera-se em cumprir sua função de desconstruir, criticar, gerar dúvidas, destruir imagens. O exemplo disso tudo está no blog: não temos um comentário que faça elogios a iniciativa do colega Júnior em criar um espaço tão interessante para discutirmos os problemas de nós servidores. Entretanto, surgem inúmeros comentários apenas com o intuito de tentar fazer com que os assuntos tratados como prioridade fiquem em segundo plano, ou seja, já sabemos os objetivos desses textos...
Um Sindicato é uma associação de trabalhadores tendo como função defender os seus interesses e direitos enquanto tais.
Cada trabalhador é livre de participar na constituição de um sindicato e dele se tornar sócio, sendo o conjunto dos trabalhadores organizados num sindicato livre de estruturar e regular o seu funcionamento e definir as formas e os objetivos da ação coletiva.
Os sindicatos assumem atualmente um papel primordial na nossa sociedade face às graves crises nacionais a que assistimos. Nas sociedades modernas, a organização segundo interesses comuns é cada vez mais uma necessidade.
Aliás, salienta-se a capacidade negocial que um sindicato detém, concretamente, o direito de representação coletiva, constitucionalmente consagrado, bem como a capacidade judiciária (isto é, o fato de poderem intervir como parte legítima em ações judiciais) e o direito de participação (nomeadamente na elaboração da legislação laboral).
Toda a ação sindical é um contributo dos trabalhadores não apenas para a defesa dos seus próprios interesses, como também para o desenvolvimento da própria sociedade.
O sindicato não se limita a tratar dos problemas coletivos, decorrentes do exercício da própria profissão, mas igualmente se preocupa com a condição social dos trabalhadores enquanto cidadãos, estando aí a ação sindical direcionada para questões extra-profissionais.
Dúvidas não existem: Um conjunto de trabalhadores tem mais força para agir do que cada um por si, individualmente. Se, por exemplo, um consumidor tiver razões para se dirigir ao governo, para protestar ou reivindicar medidas, sozinho nada consegue. Mas muitos milhares de consumidores, devidamente organizados, seguramente conseguirão. O mesmo se passa quanto aos trabalhadores!
Há trabalhadores que só pensam em se sindicalizar quando estiverem confrontados com problemas concretos. Mas tal pode ser, porém, já demasiado tarde. O seu isolamento leva-os a formar idéias vagas e confusas perante posições difíceis, pois em algum momento anterior a entidade empregadora providenciou para que houvesse um deslize, uma ação ou uma omissão que vão prejudicar decisivamente a sua defesa.
Prevenir é sempre melhor que remediar. Os trabalhadores sindicalizados vão-se enriquecendo, de múltiplas formas, com vista à defesa dos seus interesses individuais e coletivos, devido às informações que o sindicato lhes faz chegar.
Estar sindicalizado é, por isso, um investimento numa organização dos e ao serviço dos servidores, onde estes constituem o eixo central de toda a sua atividade e cujos benefícios se refletem no dia a dia da sua atividade profissional.
Preocupa-se o sindicato, além disso tudo, de efetivar convênios e buscar sistematicamente melhorias para a qualidade de vida dos membros de sua categoria. Esmera-se em atuar no apoio aos servidores atendendo no possível às suas reivindicações. Conscientes dos deveres assumidos, os diretores de um sindicato, não podem parar nunca, mais que isso não tem tempo senão para ouvir as críticas construtivas, pois tem o dever de inovar, criar, fazer cada vez o melhor por seus quadros de associados. Quanto aos casos de miopia, um conselho: usem óculos; talvez ajude a enxergar melhor. E não esqueçam de questionar: “O que tenho eu feito no sentido de participar ativamente para aprimorar a iniciativa da criação do sindicato da minha categoria?” Talvez essa resposta seja um excelente colírio que permita uma límpida leitura por parte daqueles que só se manifestam para criticar aqueles que estão à frente da mobilização de criação do sindicato.

Respeitosamente,
Comissão pró-formação do sindicato

2 Comentários:
José Júnior - Mossoró/RN disse...
parabenizamos a Renata, a nossa candidata a presidente pelo texto, inclusive compartilho com vcs que ela foi a única pessoa desta comissão que votou SIM pelo prazo para Josenilson, demonstrando convicções próprias e capacidade de conciliação.

MARIA - NATAL disse...
Renata, acho pertinente algumas de suas colocações e altamente relevante que o sindicato seja criado. Porém, ressalto que o questionamento não deve ser visto pela comissão pró-sindicato ou pelos colegas como "oposição desinformada, esmera-se em cumprir sua função de desconstruir, criticar, gerar dúvidas, destruir imagens". Não é por aí! Se existe um processo de formação de sindicato, todos somos responsáveis e dirimir dúvidas é vital para criar um elo de confiança com os servidores, inclusive com àqueles que possuem indagações. Esse é um dos motivos pelos quais não estou me identificando, porque há rejeição para com as pessoas que buscam esclarecimentos, somos vistas como "OPOSIÇÃO", entre outros adjetivos que não cabe destacar. Não acredito que duas entidades de classe venham a somar, o ideal (não quer dizer que ocorra) seria a evolução natural da associação para o sindicato e manutenção de convênios nos moldes atuais. E, dentre os quais, destaco o plano de saúde da UNIMED, SEM CO-PARTICIPAÇÃO, vindo a ser a maior preocupação dos servidores que estão filiados à ASSEMP (e não adianta fechar os olhos para isso). Sanada essa questão, não vejo razão para a existência das duas entidades. Agora, tenho algumas dúvidas, se me permite a palavra: 1) De quem é a conta aberta para depósito? (pensei que fosse sua, mas vi o sobrenome Borges e percebi o equívoco) 2) Quanto possui depositado e qual o valor necessário? 3) A comissão pró-sindicato vai constituir uma chapa e se candidatar? 4) Já tentaram entrar em contato com Josenilson para propor a extinção (ou evolução) da ASSEMP e criação do SINDICATO? Agradeço a atenção dispensada e espero que minhas colocações não sejam objeto de ironia, porque não tenho a intenção de agredir, torço pela criação do sindicato, mas não tenho interesse em perder meu plano de saúde ou ver a categoria mais dividida do que já está (servidores com gratificação/cargo comissionado, sem gratificação, nível superior, médio, básico, do interior, da capital, PRÓ-SINDICATO, PRÓ-ASSEMP, cedidos...), sem perspectiva de melhoria e a insatisfação no ar!!!
Segunda-feira, Novembro 24, 2008 4:32:00 AM

Cara colega Maria, responderemos suas perguntas em breve no próximo post, acompanhe!

2 comentários:

Sindicato dos servidores do Ministério Público do RN disse...

parabenizamos a Renata, a nossa candidata a presidente do sindicato pelo texto, inclusive compartilho com vcs que ela foi a única pessoa desta comissão que votou SIM pelo prazo para Josenilson, demonstrando convicções próprias e capacidade de conciliação.

José Júnior - Mossoró/RN

Anônimo disse...

Renata, acho pertinente algumas de suas colocações e altamente relevante que o sindicato seja criado. Porém, ressalto que o questionamento não deve ser visto pela comissão pró-sindicato ou pelos colegas como "oposição desinformada, esmera-se em cumprir sua função de desconstruir, criticar, gerar dúvidas, destruir imagens". Não é por aí! Se existe um processo de formação de sindicato, todos somos responsáveis e dirimir dúvidas é vital para criar um elo de confiança com os servidores, inclusive com àqueles que possuem indagações. Esse é um dos motivos pelos quais não estou me identificando, porque há rejeição para com as pessoas que buscam esclarecimentos, somos vistas como "OPOSIÇÃO", entre outros adjetivos que não cabe destacar. Não acredito que duas entidades de classe venham a somar, o ideal (não quer dizer que ocorra) seria a evolução natural da associação para o sindicato e manutenção de convênios nos moldes atuais. E, dentre os quais, destaco o plano de saúde da UNIMED, SEM CO-PARTICIPAÇÃO, vindo a ser a maior preocupação dos servidores que estão filiados à ASSEMP (e não adianta fechar os olhos para isso). Sanada essa questão, não vejo razão para a existência das duas entidades. Agora, tenho algumas dúvidas, se me permite a palavra: 1) De quem é a conta aberta para depósito? (pensei que fosse sua, mas vi o sobrenome Borges e percebi o equívoco) 2) Quanto possui depositado e qual o valor necessário? 3) A comissão pró-sindicato vai constituir uma chapa e se candidatar? 4) Já tentaram entrar em contato com Josenilson para propor a extinção (ou evolução) da ASSEMP e criação do SINDICATO? Agradeço a atenção dispensada e espero que minhas colocações não sejam objeto de ironia, porque não tenho a intenção de agredir, torço pela criação do sindicato, mas não tenho interesse em perder meu plano de saúde ou ver a categoria mais dividida do que já está (servidores com gratificação/cargo comissionado, sem gratificação, nível superior, médio, básico, do interior, da capital, PRÓ-SINDICATO, PRÓ-ASSEMP, cedidos...), sem perspectiva de melhoria e a insatisfação no ar!!!